27% dos maiores municípios não tratam cerca de 60% de seu esgoto

Na lista dos 100 maiores municípios do país, 27 deles tratam menos de 40% do esgoto produzido

 

Ainda repercutindo os dados do Ranking do Saneamento 2025, o Instituto Trata Brasil mostra que 8 dos 100 maiores municípios brasileiros tratam 100% do esgoto. E reconhece: “O tratamento de esgoto é um dos maiores desafios entre os serviços de saneamento para a universalização”.

  • Apenas 21 municípios registram valores superiores a 80%, ou seja, eles podem ser considerados universalizados nesse quesito
  • 65,11% é o indicador médio de tratamento de esgoto dos 100 maiores municípios
  • 51,8% é a média nacional para o tratamento
  • 27 municípios tratam menos de 40% de seu esgoto
  • Menos de um terço da amostra (29 municípios) tratam ao menos 80% do que produzem

“A ausência de saneamento, principalmente da coleta e tratamento dos esgotos, provoca maior incidência de doenças como diarreia, esquistossomose, leptospirose, febre amarela e hepatite A, além de outras enfermidades de veiculação hídrica”.

  • Segundo estudo do Trata Brasil, em 2024 o Brasil registrou 344,4 mil internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI)
  • Idosos representaram 23,5% das 344 mil internações por doenças causadas pela falta de saneamento básico em 2024; ou seja, mais de 80 mil pessoas com mais de 60 anos tiveram que ser internadas por falta de adequado saneamento básico

 

REGIONALIZAÇÃO

As metas de universalização do Novo Marco visam diminuir essas e outras estatísticas que revelam a precariedade das nossas infraestruturas sanitárias.

No programa EXAME INFRA, o advogado Fernando Vernalha, sócio fundador de um escritório especializado na estruturação jurídica de projetos de infraestrutura, avalia o papel do processo de regionalização no esforço de universalização.

Ele reconhece os avanços no setor nestes cinco anos do Novo Marco, mas aponta fragilidades que, segundo ele, podem impedir que a universalização ocorra até 2033.

 

Confira.

 

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