66% dos municípios estão na penúltima categoria da universalização

O Ranking ABES da Universalização do Saneamento (Edição 2025) indica que, dentre as capitais brasileiras, apenas Curitiba está “Rumo à Universalização”

Lançado em dezembro de 2025, o Ranking ABES da Universalização do Saneamento (Edição 2025) indica que Curitiba é a única capital brasileira na categoria “Rumo à Universalização”.

Com pontuação de 496,15, o município se destaca entre as capitais por ser a única classificada na maior categoria.

O Ranking divide os 2.483 municípios nas seguintes categorias:

  • Rumo à Universalização: Acima de 489,00 pontos.
  • Compromisso com a Universalização: De 450,00 a 489,00 pontos.
  • Empenho para Universalização: De 200,00 a 449,99 pontos.
  • Primeiros Passos para a Universalização: Abaixo de 200,00 pontos.

A pontuação é formada a partir de 05 critérios:

  • Atendimento de água (100 pontos).
  • Coleta de esgoto (100 pontos).
  • Tratamento de esgoto (100 pontos).
  • Coleta de resíduos sólidos domiciliares (100 pontos).
  • Disposição final adequada de resíduos sólidos (100 pontos).

O estudo utiliza dados declarados de 2023 declarados peos próprios municípios e processados pelo SINISA (Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico).

Quanto maior a pontuação, mais próximo o município está da universalização. Portanto, a partir do Ranking ABES, podemos ter um mapa dos desafios nacionais para esse processo.

O universo de municípios listados no ranking (2.483) representa 45% do total de municípios brasileiros (5.570), mas aproximadamente 80% da população.

PORTE DOS MUNICÍPIOS

O ranking dividiu os municípios em:

  • Pequeno e médio porte – até 100 mil habitantes;
  • Grande porte – acima de 100 mil habitantes.

No universo dos de Pequeno e médio porte, 1641 municípios (66,09% sobre o total) foram classificados como tendo “Empenho para Universalização”  (média de 324,47 pontos); ou seja, estão na penúltima categoria.

Quanto às outras categorias:

  • 258 foram classificadas como “Primeiros Passos para a Universalização” (média de 159,51 pontos)
  • 241 foram classificadas como tendo “Compromisso com a Universalização” (média de 470,65 pontos)
  • 43 foram classificadas como estando “Rumo à Universalização” (média de 493,92 pontos)

No universo dos de Grande porte, 202 municípios (8,14%  sobre o total) foram classificados como tendo “Empenho para Universalização”  (média de 363,87 pontos); ou seja, estão na penúltima categoria.

Quanto às outras categorias:

  • 12 foram classificadas como “Primeiros Passos para a Universalização” (média de 162,82 pontos)
  • 66 foram classificadas como tendo “Compromisso com a Universalização” (média de 469,75 pontos)
  • 20 foram classificadas como estando “Rumo à Universalização” (média de 493,82 pontos)

OUTROS RESULTADOS

  • Desigualdade Regional: O Sudeste possui a maior representatividade no ranking (23,81% dos municípios do país), enquanto a região Norte tem a menor (1,11%).
  • Impactos na Saúde Pública O estudo demonstra uma correlação direta entre saneamento e saúde:
    • Em municípios de grande porte, a taxa de internações por doenças ligadas à falta de saneamento é mais de três vezes maior na categoria de desempenho mais baixo em comparação à categoria mais alta (46,78 vs. 14,16 internações por 100 mil habitantes)
  • Planejamento (PMSB): A existência do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) é um forte preditor de bom desempenho:
  • 84,13% dos municípios “Rumo à Universalização” possuem plano, contra apenas 55,19% dos municípios na categoria “Primeiros Passos”

 

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