Luana Siewert Pretto, presidente executiva do Instituo Trata Brasil (ITB), conversou com a Allevant Educação durante a Fenasan
Durante a 36ª edição da Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente (Fenasan), a Allevant Educação teve a oportunidade de conversar com Luana Siewert Pretto, presidente executiva do Instituo Trata Brasil (ITB).
Além de fazer um balanço da Feira, ela também falou sobre alguns dos desafios que o setor do saneamento básico vem passando nos últimos anos.
“A Fenasan está enorme, com 400 expositores. Eu acho que isso demonstra que o saneamento mudou, que a gente tem hoje, enfim, uma demanda maior pela universalização”, afirmou Luana, que é engenheira civil e Mestre em Engenharia Civil, e que já atuou como Diretora na Secretaria do Meio Ambiente da cidade de Joinville (SC), como engenheira na CASAN (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento), e foi Diretora Técnica e Presidente na Companhia de Saneamento Básico Águas de Joinville.
Ela também chamou atenção para os muitos leilões que estão acontecendo, e como essa movimentação afeta o setor: “A gente vê efetivamente a necessidade de desenvolvimento de novos fornecedores na ponta para que o saneamento efetivamente aconteça”.
O TREINAMENTO É A BASE
Luana também falou da formação de equipes e colaboradores: “O treinamento é a base para que o profissional possa atuar de uma maneira séria, técnica e competente. Essa questão da capacitação é muito importante. Porque, enfim, a demanda que a gente tem hoje em relação ao saneamento básico é a maior de toda a série histórica”.
Com a entrada de empresas da iniciativa privada no mercado, ela afirma, o trabalho no setor também sofre alterações, inclusive com pessoas novas, que nunca trabalharam com saneamento, ou que vieram de outras utilities, passando a atuar nesse setor.
“Historicamente, víamos os funcionários públicos que tocavam as companhias de saneamento. Muitas vezes faziam carreira ali. Enfim, tendo seu treinamento ali, internamente, na empresa. E, agora, a gente vê também a entrada da iniciativa privada. Então, essa necessidade de treinamento, de trazer mais gente para dentro do mercado do saneamento é muito importante”.
EDUCAÇÃO DA POPULAÇÃO
A formação das equipes, claro, é fundamental, mas a população também tem o seu papel e responsabilidade: “Eu vejo que a conscientização é o maior desafio hoje quando a gente fala de avanço do saneamento básico”, diz Luana, que explica:
“Por quê? Porque muitas vezes a ‘dona Maria’ não sabe por que é importante o acesso à água tratada na vida dela; ela não sabe que o seu filho está doente porque tomou uma água de má qualidade; ou, ainda, o rio poluído do lado da sua casa… ela não consegue correlacionar com a falta de coleta e tratamento dos esgotos. Então, a gente precisa conscientizar a população para que ela possa exigir o acesso onde não tem; e para que ela entenda que é um serviço que está sendo prestado, que há uma tarifa envolvida nesse processo, e que ela precisa participar desse processo decisório de universalização do saneamento, também, contribuindo da melhor maneira que puder contribuir para que todos tenham acesso à água tratada. Então, hoje eu considero a conscientização como um dos grandes pilares para a gente poder avançar no saneamento, e é para isso que o Trata Brasil trabalha: para que a população e os governantes saibam da importância do saneamento e coloquem esse tema na priorização da agenda pública local”, afirmou a presidente do Instituto.







