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Em posts anteriores já falamos sobre as formas corretas de se realizar a separação dos resíduos sólidos e sobre a importância de programas de coleta bem estruturados. Hoje vamos falar especificamente sobre os catadores de lixo reciclável.
Segundo dados do IBGE (2008), o número de catadores ultrapassa os 70.000 em todo o Brasil (provavelmente, hoje este número já seja maior). No entanto, quando temos por base que a quantidade de resíduos sólidos recolhidos ultrapassa 161,4 mil toneladas por dia, esse número de profissionais ainda é baixo.
Por ser uma profissão relativamente nova, assegurada pela Lei 5.940/2006, existe um certo preconceito das pessoas em relação a ela. Isso é um dos fatores mais relevantes para que a mesma não seja devidamente reconhecida. E para que você possa entender melhor as questões que envolvem essa profissão, mostraremos abaixo os tipos de catadores e organizações existentes.
São 4 os tipos de catadores de recicláveis. Dentre eles estão:
• Trecheiros: são aqueles que ficam em trechos entre uma cidade e outra coletando normalmente latas para o sustento familiar.
• Catadores do Lixão: são os mais conhecidos e recolhem resíduos dentro dos lixões. Possuem flexibilidade de horário e fazem isso quando não tem algum trabalho fora dos lixões.
• Catadores Individuais: se utilizam dos carrinhos e pegam os lixos dentro das cidades. Fazem seu próprio horário e têm preferência por trabalhar sozinhos.
• Catadores Organizados: são aqueles que trabalham dentro de cooperativas e associações. Têm seu trabalho registrado, pois recebem segundo as normas da lei.
Os catadores organizados podem se dividir das seguintes formas: grupos em organização, catadores organizados autogestionários, redes de cooperativas autogestionárias, coopergatos, cooperativas de sucateiros e cooperativas de apoiadores. Veja abaixo a descrição de cada uma delas:
• Grupos em organização: são grupos que não possuem investimentos e com pouca infraestrutura. Por isso, precisam de apoio para que possam crescer e fortalecer a organização.
• Catadores organizados autogestionários: neste grupo são criadas as cooperativas e, dentro delas, não existe um líder. Todos conversam e decidem o modo como realizarão os processos através de votação. Logo, o trabalho é feito de modo democrático e com planilhas que mostram os rendimentos.
• Redes de cooperativas autogestionárias: as redes têm o objetivo de fortalecer os grupos criados. Dessa forma eles ganham força e conseguem vender o material por preços mais atrativos, atendendo melhor as necessidades do município.
• Coopergatos: estes casos são um pouco diferentes das cooperativas autogestionárias, pois existe um proprietário do local, uma hierarquia a ser seguida e é ele quem gerencia as atividades dos demais. Se aproxima muito de uma empresa privada que realiza a coleta e separação dos resíduos recicláveis.
• Cooperativas de Sucateiros: este tipo de cooperativa também funciona como uma empresa privada e é muito comum atualmente. Porém, diferente das outras, os funcionários trabalham de maneira precária e são muito explorados.
• Cooperativas de apoiadores: as pessoas que participam deste modelo são aquelas que realizam o serviço de maneira não remunerada. Como o próprio nome diz, são apoiadores do processo de coleta. Por isso, são considerados catadores, mas não fazem parte da profissão remunerada.
Viu como existem diversos tipos de catadores de recicláveis e várias formas para que a profissão seja cada vez mais regulamentada? E esse conhecimento é fundamental para compreender o quão importante as atividades realizadas são para a nossa sociedade.
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