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Vamos iniciar o conteúdo de hoje a partir de uma frase dita por Júlio Frois (sócio da Allevant BIM), na última terça-feira (26/04), durante o Webinar promovido pela Virtuosity e conduzido por Julio Issao, com o tema “Desmistificando BIM para Saneamento: Redes de Água.”
“Não tem como fazer engenharia sem softwares e sistemas e, da mesma forma, não tem como usar os softwares e os sistemas sem engenharia. Mas, muitas vezes, vemos essas duas questões dissociadas.”
Ainda hoje, quando falamos em metodologia BIM (Building Information Modeling ou, em português, Modelagem da Informação da Construção), percebemos uma grande confusão entre o papel do software e a aplicação da metodologia em todas as etapas de um projeto. Ouvimos aquela famosa frase “Eu faço BIM!” e, não raro, quando nos aprofundamos, o que a pessoa entende por BIM é apenas resultado do uso de um software e da má interpretação de que “o software é BIM.”
Para ficar claro, vamos voltar ao conceito da frase inicial: apesar de estarem interligados, BIM não é software, mas é impossível aplicar a metodologia sem a utilização do mesmo. Ou seja, os softwares e sistemas são ferramentas que possibilitam a aplicação da metodologia BIM.
E para não parecer que estamos falando apenas de uma tecnologia árida, vale lembrar que quem aplica essa metodologia no dia a dia são pessoas. Isso mesmo: todas as equipes que fazem parte do desenvolvimento, execução e gestão de um projeto.
Hoje em dia, principalmente em grandes obras, é muito difícil que apenas um escritório de engenharia preste o serviço de ponta a ponta. Normalmente, várias empresas são contratadas para participar do projeto; cada uma especializada em sua área. Além disso, essas empresas trabalham em etapas e tempos diferentes. Isso exige uma organização muito grande de todas as informações geradas durante o processo.
E é aí que a metodologia entra. O BIM faz a integração, a compatibilização das informações, faz com que todos os processos sejam interoperáveis; faz com que sistemas conversem entre si, independente da etapa do projeto. Sem ele, todos os entregáveis de um projeto ficariam descontextualizados. Em outras palavras, cada uma das empresas estaria fazendo um projeto distinto, impossível de ser interligado com o outro.
Antes de darmos sequência, vale a pena contextualizarmos o termo “Gêmeos Digitais” (ou “Digital Twins”, em inglês).
Ele é usado para definir uma representação digital de ativos físicos reais, processos e sistemas, bem como das informações geradas durante todas as etapas do ciclo de vida de um projeto, tais como concepção, planejamento, construção, gestão, operação, ampliação, reestruturação, entre outras.
Essa representação é atualizada constantemente através de múltiplas fontes de dados, dando uma ideia da posição, status e desempenho do projeto quase que em tempo real. Isso fornece aos usuários do sistema uma visão global do ativo, além de possibilitar previsões, simulações de desempenho, entre tantos outros insights.
Para ser mais concreto, os benefícios gerados pelos Gêmeos Digitais são inúmeros, tais como:
Depois de tudo o que falamos, fica claro que cada etapa de um projeto gera um volume gigantesco de informações que precisam ser colhidas, armazenadas, analisadas e disponibilizadas de maneira organizada e acessível para todas as equipes envolvidas, independente do momento em que essas informações sejam necessárias. E é exatamente esse o objetivo que a metodologia da Modelagem da Informação da Construção (BIM) busca alcançar.
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