Furtos são um dos motivos para a grande quantidade de perda de água no Brasil
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), na Operação Gato Molhado, que identificou e eliminou furtos entre janeiro e setembro de 2025, contabilizou 1.612 casos de furto de água só na Baixada Santista.
A mesma operação identificou fraudes de quase R$ 500 mil em duas academias e uma pizzaria na Grande São Paulo. “O furto de água é crime e está descrito no artigo 155 do Código Penal. Dependendo dos meios utilizados para a prática, pode ser classificado como furto qualificado e levar à prisão por até oito anos, além da possibilidade de corte da água e pagamento de multa para a empresa”, explica reportagem do portal Terra.
Além disso, “a Sabesp lembra que o furto de água compromete o abastecimento das regiões afetadas. Grandes consumidores, como academias, podem retirar volumes significativos da rede, o que prejudica diretamente imóveis vizinhos e favorece o desperdício de um recurso essencial e limitado”.
O índice de perda de água no Brasil é de quase 40%, e vazamentos e “Gatos” lideram como causas.
A perda pode ser dividida em duas categorias: perda física e perda aparente.
As perdas físicas, também conhecidas como perdas reais, são a principal fonte do problema e correspondem aos vazamentos na rede de distribuição. A infraestrutura de saneamento envelhecida e a falta de investimentos em manutenção e modernização são os principais vilões. Muitas das tubulações que cortam as cidades brasileiras são antigas e, com o tempo, sofrem com o desgaste, a corrosão e a pressão da rede, resultando em rompimentos e vazamentos, muitas vezes subterrâneos e de difícil detecção.
Já as perdas comerciais, ou aparentes, representam a água que é consumida, mas não é contabilizada e, consequentemente, não é faturada pelas companhias de saneamento. As principais causas dentro desta categoria incluem:
- Ligações clandestinas (“gatos”): Furtos de água por meio de ligações irregulares na rede de distribuição são um problema crônico em muitas regiões do país.
- Erros de medição: Hidrômetros antigos ou com defeito não registram o consumo de forma precisa, levando a uma subnotificação do uso da água.
- Fraudes: Adulteração nos hidrômetros para marcar um consumo menor do que o real.
- Submedição de grandes consumidores: Falhas na medição do consumo de grandes clientes, como indústrias e condomínios
- Questões cadastrais: Inconsistências nos cadastros das concessionárias, que podem levar a faturamentos incorretos ou à não cobrança pelo serviço.
Pensando nesse tema, a Allevant Educação produziu o curso “Gestão e Controle de Perdas Operacionais em Sistemas de Abastecimento de Água”. São mais de 20h de aulas com nosso Diretor Pedagógico, Prof. Dr. João Sergio Cordeiro.







