Estados brasileiros desperdiçam mais 60% da água tratada

Estudo do Instituto Trata Brasil informa que o Brasil desperdiça, em média, “40,31% da água tratada antes mesmo que ela chegue às torneiras”

Tomando como base os dados Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA, ano-base 2023), o Instituto Trata Brasil (ITB) publicou no último dia 24 de novembro o “Estudo de Perdas de Água 2025: Desafios na Eficiência do Saneamento Básico no Brasil”.

E o problema da perda de água tratada é sem dúvida um dos maiores desafios para os planos de universalização dos serviços de saneamento no país. Mais ainda se pensarmos que, em média, o Brasil desperdiça 40,31% da sua água tratada. A meta prevista é reduzir esse número para 25%.

Mas o cenário se torna ainda mais desafiador se levarmos em conta as enormes diferenças regionais do país. Por exemplo: Estados como Alagoas, Roraima e Acre, que têm índices de perdas de, respectivamente, 69,86%, 62,51% e 62,25%.

Ao abordar os impactos desses índices de perdas, o ITB expõe com mais clareza a gravidade da situação:

“Para entender o impacto do controle de perdas, considerando-se somente as perdas físicas (como, por exemplo, os vazamentos), o volume (mais de 3 bilhões de m³) seria suficiente para”:

  • abastecer aproximadamente 50 milhões de brasileiros em um ano
  • abastecer os 17,2 milhões de brasileiros que vivem em comunidades vulneráveis por quase dois anos

A quantidade de 50 milhões de brasileiros, explica o estudo, “não somente equivale a quase um quarto da população do país em 2023, como também está acima do número de habitantes sem acesso ao abastecimento de água nesse ano, cerca de 34 milhões”.

Em outras palavras, com a água desperdiçada em 2023 teria sido possível não apenas suprir as necessidades de abastecimento dos 34 milhões que não tiveram acesso a esse bem, como suprir as necessidades de outros 16 milhões de brasileiros.

E esses são apenas alguns dos dados apresentados pelo relatório. A gravidade desse problema é também apresentada no curso “Gestão e Controle de Perdas Operacionais em Sistemas de Abastecimento de Água”, produzido pela Allevant Educação.

Levando em conta que os profissionais da área de saneamento devem conhecer e entender que as “Perdas Operacionais” possuem diversas origens, o treinamento lhes apresenta diversas dimensões do problema:

  • As perdas de mananciais
  • As perdas de energia
  • O desperdício de produtos químicos
  • A perda financeira
  • O desperdício de horas de trabalho
  • A perda de ativos
  • A perda de credibilidade da empresa
  • Além da perda da água propriamente dita

O objetivo desse curso é capacitar os gestores dos SAA, tornando-os aptos para tomarem providências técnicas, tecnológicas e de gestão sobre esses problemas.

É um curso de 23h, EAD, e ministrado pelo diretor pedagógico da Allevant Educação, Prof. Dr. João Sergio Cordeiro.

Caso tenha interesse em saber mais sobre o curso, é só acessar o link.

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