“Sustentabilidade Econômico-Financeira dos Serviços de Saneamento Básico” é tema de novo curso da Allevant Educação
Luciano Arruda, Diretor de Gestão de Parcerias da CAGECE (Companhia de Água e Esgoto do Ceará) publicou o artigo “Sustentabilidade Econômica no Setor de Saneamento: O Desafio do Esgotamento Sanitário”.
Reconhecendo que alcançar as metas do Novo Marco é fundamental para a expansão dos serviços, Arruda lembra também que não se pode deixar de lado “a sustentabilidade econômica, garantindo que os investimentos em esgotamento sanitário sejam viáveis, eficientes e acessíveis à população”.
Arruda afirma que “o esgotamento sanitário apresenta barreiras econômicas bem maiores que as do abastecimento de água”. Eis as razões, segundo o autor:
- O esgotamento sanitário envolve altos custos de implantação
- Tem um retorno financeiro mais lento
- Exige uma maior complexidade operacional
Além disso, afirma o autor, o Esgotamento Sanitário está relacionado “a benefícios indiretos, como a redução de doenças, a preservação ambiental e a valorização imobiliária. Estes benefícios, embora fundamentais, nem sempre são capturados diretamente pelo fluxo de caixa das companhias”.
O Diretor de Gestão de Parcerias da CAGECE elenca 5 eixos básicos para garantir a sustentabilidade econômica:
- Estrutura tarifária equilibrada, ou seja, tarifas que cubram custos operacionais e parte dos investimentos
- Eficiência operacional (redução de perdas de água, otimização energética e reuso de efluentes tratados)
- Financiamento sustentável (PPPs, concessões regionais e acesso a linhas verdes de crédito)
- Segurança regulatória (Contratos claros, metas factíveis e regulação baseada em desempenho).
- Valorização de benefícios socioambientais
Reconhece que, portanto, “a sustentabilidade econômica no esgotamento sanitário depende de um equilíbrio delicado” entre
- garantir tarifas justas e inclusivas
- viabilizar investimentos robustos
- melhorar a eficiência operacional
- valorizar os ganhos sociais e ambientais.
É um desafio técnico, sim, mas também financeiro e de governança, conclui o autor.
E foi por reconhecer o desafio que é alcançar esse “equilíbrio delicado” que a Allevant Educação, em parceria com professores que são profissionais experientes, está promovendo o curso “Sustentabilidade Econômico-Financeira dos Serviços de Saneamento Básico”.
O objetivo do curso é o de capacitar profissionais do setor de saneamento básico para compreender e aplicar, de forma prática, os principais conceitos, instrumentos e modelos regulatórios voltados à sustentabilidade econômico-financeira dos serviços.
O curso aborda temas como definição e estruturação de tarifas e preços públicos, cálculo da receita requerida, aplicação de subsídios e boas práticas de regulação. Com uma abordagem integrada dos aspectos legais, econômicos e financeiros, o curso contempla os quatro componentes do saneamento básico — abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana — contribuindo para o aprimoramento da gestão pública, a efetividade da regulação e a melhoria contínua da prestação dos serviços.







