Introdução
O documento normativo ABNT NBR ISO/17025:2017 trouxe não só mudanças no formato, mas também de conteúdo. Entre elas, o foco na “mentalidade de risco”, que requer que os laboratórios incluam no seu sistema de gestão uma “regra de decisão”, que descreva como a incerteza de medição deve ser considerada ao declarar a conformidade ao escopo de suas atividades, incluindo a amostragem associada ao ensaio subsequente.
O objetivo deste treinamento é discutir mecanismos de avaliação da incerteza associada às atividades de laboratório, principalmente as de ensaio e amostragem subsequente. Não faz parte do objetivo discussões aprofundadas dos cálculos e fórmulas das operações matemáticas, uma vez que para cada caso, será mostrada uma planilha que executa todos os cálculos. O objetivo é mostrar as ferramentas de interpretação dos resultados.
Objetivo
Em qualquer processo onde a conformidade de seu produto for baseada em medidas instrumentais, a avaliação da incerteza associada ao sistema de medição é fator de qualificação ou de confiabilidade do laboratório. A representação da incerteza é um intervalo de confiança em torno do valor central materializado. Sendo assim, um mesmo produto ensaiado em dois laboratórios pode apresentar resultados diferentes, embora possam ser iguais estatisticamente, dependendo da incerteza associada.
Ainda, quando um resultado estiver próximo ao limite da conformidade, a incerteza é um importante fator ou regra de decisão: aprova ou rejeita. É importante frisar que a etapa de verificação ou validação de métodos está relacionada à incerteza do sistema de medição, e os pesquisadores devem conduzir essa etapa com um planejamento experimental adequado. Se o pesquisador não planejar sistematicamente o ensaio, ele pode obter uma estimativa equivocada da incerteza.
Na prática, realizamos uma série de cálculos matemáticos para estimar a incerteza do ensaio, baseando-nos na etapa experimental de verificação ou validação do método. O objetivo deste treinamento é discutir como avaliamos a incerteza associada às atividades de laboratório, principalmente nas de ensaio e amostragem subsequente.
Público-alvo
Metodologia
O que você irá aprender em Estimativa da Incerteza da Medição
- A incerteza da medição como base de tomada de decisões em processos
- Classificação dos métodos de ensaios
- Entendendo o Processo Calibração em atividades de laboratórios
- Calibração Direta (CD) e Calibração Relativa (CR)
- Conceituação da avaliação da incerteza da medição em atividades de laboratório
- Estabelecendo a Exatidão da Calibração: Análise Crítica do Certificado de Calibração para CD e Estimativa dos Erros dos Coeficientes de Regressão da Curva de Calibração para CR
- Estabelecendo a Precisão da Operação: variância dos resultados de uma série de medições apuradas
- Estudo de casos
Conheça o Professor
Prof. Dr. Oscar Bahia Filho
Formação
- Químico (1985), mestre (IQSC/USP-1987) e doutor em química analítica (IQSC/USP-1994)
- Instrutor de cursos de Análise Química Instrumental & Otimização e Validação de Métodos (1997)
- Auditor das normas ISO 9000 (1998)
- Pós doutor em Geoquímica Ambiental (IGCE/UNESP – 1999)
- Auditor ISO 14000 (registrado no EARA/UK – 1999)
- Consultor em Implementação de Sistema de Gestão da Qualidade (TQW Consultoria e Análises, BF& A Consultoria, Branel Int. Inc.; TS Pharma, FGV, QSP.) (2000)
- Avaliador em ISO 17025 e em BPL (INMETRO – 2001)
- Membro do Comitê de Certificação em Agricultura Orgânica (OIA – 2002)
- Coordenador do Sistema de Homologação de Fornecedores de Matéria-prima na Indústria Farmacêutica (Branel – 2005)
Experiências na Área
- Medição, gestão e orientação em crédito de carbono (Acesita/ ESALQ)
- Medição, gestão e orientação em segurança alimentar (MAA/ ESALQ)
- Medição, gestão e orientação em biocombustíveis
- Pesquisador em caracterização, reuso e disposição de resíduos e produtos de floresta (LQCE/ ESALQ)




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